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Quarta-Feira, 19 de Novembro de 2008
PAT ECOSMAR flagra desova de espécie rara de tartaruga marinha
     
  ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
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     Uma das equipes de campo do Projeto Amiga Tartaruga - PAT ECOSMAR conseguiu flagrar uma fêmea de tartauga-de-couro, cujo nome cientifico é Dermochelys coriácea,  durante a desova numa praia do Extremo Sul da Bahia.
      Trata-se de um flagrante raríssimo: com raras exceções, cada ano em toda a costa brasileira é registrada a presença de no máximo três a cinco fêmeas dessa espécie. No Brasil, os últimos ninhos de tartaruga-de-couro são encontrados no Espírito Santo, mas a ONG já registrou outras três desovas dessa espécie no Extremo Sul da Bahia.
      A tartaruga-de-couro é também chamada de tartaruga-gigante: seu casco pode atingir dois metros de comprimento e quando adulta pode chegar a pesar até 900 quilos, sendo a maior entre as tartarugas marinhas existentes atualmente no nosso planeta.
      O animal flagrado era uma fêmea de grandes dimensões, com o casco medindo 1,78m: não tinha grampos marcadores e a nadadeira posterior esquerda apresentava vestígios de uma mordida de tubarão.  
      A tartaruga-de-couro vive em alto mar, mas fêmeas e machos se aproximam da costa durante a temporada de reprodução. É uma tartaruga carnívora, que se alimenta principalmente de lulas e águas-vivas. Por causa disso, freqüentemente confunde sacos plásticos ou celofane com águas-vivas e corre o risco de morrer por indigestão
      Os ninhos dessa espécie são geralmente escavados ao longo da linha da maré e muitas vezes abaixo desta, o que tem como conseqüência a perda de toda a postura quando a água cobre o ninho nas chamadas “marés grandes”. Seria o caso também dessa postura, que teria sido coberta pela água na mesma noite se o ninho não tivesse sido transferido na mesma hora para um local seguro pela equipe do PAT ECOSMAR.
      Conforme as listas de animais ameaçados de extinção nacionais (IBAMA) e internacionais (UICN), a tartaruga-gigante é considerada uma espécie criticamente ameaçada de extinção, sendo a pesca industrial com redes e espinheis a maior causa dos óbitos.  
      O biólogo Paolo Botticelli, coordenador do PAT ECOSMAR, alerta as pessoas que encontrarem uma tartaruga marinha desovando que fiquem atrás dela, a cerca de dois ou três metros de distância e caso for tirar foto que não use o flash. “Em lugares turísticos Porto Seguro e Trancoso já existem vários registros de tartarugas marinhas que desistiram de desovar por causa dos incômodos causados por turistas e moradores”, ressalta Paolo.

     

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